São Petersburgo - Centro da Cidade

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São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Dom Out 19, 2014 9:44 pm

Neste tópico ocorrerá as ações na região central da cidade.
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Narração - Ivan [Cervejaria TINKOFF]

Mensagem por Narrador em Dom Out 19, 2014 10:55 pm

Empolgada com o jogo do século "FC Zenit de São Petersburgo X CSKA de Moscou", Liev insiste e acaba por convencer Ivan a leva-la ao bar de nome Tinkoff.

Se trata de uma micro-cervejaria que começou em São Petersburgo em 1994 e já tem 9 bares em diferentes cidades da Rússia, incluindo Moscou.

A cervejaria oferece 6 cervejas diferentes: duas de trigo, duas pilsens, uma lager clara e uma escura. Todas são muito boas.


Balcões grandes e garçonetes bonitas.


choperia com 6 estilos de cervejas diferentes.


O restaurante/bar de São Petersburgo é grande e tem diversos telões.

O lugar estava cheio apesar do frio e mesmo sendo uma cervejaria, a vodka era servida como cortesia, um tira gosto para aquecer os frequentantes locais que deixaram seus lares para assistir o jogo naquele local.

O horário era pouco mais de dez da noite e o jogo prestes a acabar. O time da casa vencia de forma larga(3 gols de vantagem).

Quando subitamente, após alguns goles de bebida uma voz lhe vem a mente, era Søren Kierkegaard. A forma como quando ele fazia isso era terrível, mas algumas vezes ele conseguia sobrepujar sua vontade de aquietá-lo.

_Você não acha que esta indo longe demais em sua fuga da realidade meu jovem, acho que é hora de voltar, não?
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Ivan Ilitch em Seg Out 20, 2014 8:40 am

A forma como os símios se entregavam aos asquerosos e mortais prazeres do álcool era inebriante.

Ivan conhecia duas formas de elevar a alma: a arte e as drogas - e seus companheiros de Pub pareciam preferir a segunda.

Embora os espíritos dos seus pares estivesse exaltado com a comemoração frívola e superficial do jogo Ivan não os condenava - já não havia mais muita esperança, ou pelo que lutar, de forma que toda forma de fruição seria bem-vinda e quista.

O local não era de todo desagradável. Pequeno, recluso e íntimo. Perfeito para aqueles que preferem a introspecção e desejam mergulhar nos próprios pensamentos.

A voz de Kierkegaard soa como bálsamo divino em seus ouvidos, e Ivan o responde sem dar muito crédito às próprias palavras.

_E o que há assim de tão honrado e nobre na realidade? Humanos estupram e matam. Pobre daquele que toma a defesa dessas criaturas medíocres como propósito. Esse caminho pode levar apenas à dor e ao sofrimento.
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Ivan Ilitch em Seg Out 20, 2014 8:54 am

A inquietação de Ivan era mais amarga porque sabia que havia tanta salvação para os humanos quanto para si mesmo.

Sua culpa e seus pecados eram ainda mais repulsivos e revoltantes do que os dos simples humanos, que chafurdavam em crimes rasos e superficiais.
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Ivan Ilitch em Seg Out 20, 2014 9:30 am

_Olhe, por um instante, para a realidade dessas pessoas? Tentando desesperadamente dar um propósito às suas vidas com cerveja e futebol. Quanto mais se iludirem com essas falsas alegrias pior serão suas quedas quando se derem conta de suas misérias. Mais agudas serão suas frustrações.
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Narração - Ivan

Mensagem por Narrador em Seg Out 20, 2014 10:11 am

A voz responde em um tom ainda sereno mas agora de forma mais séria:

_Concordo plenamente com sua observação meu caro, já era de se esperar isso da parte dos humanos, mas não, não é eles o meu foco nesta conversa e sim você. Hoje completa exatos seis meses que se afastou por completo do meio de seus verdadeiros irmãos. Até quando esta fuga vai continuar?
A Rússia esta em guerra espiritual e você aí sentado, esperando por mudanças, reclamando daqueles a quem juramos no passado proteger.
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Ivan Ilitch em Seg Out 20, 2014 10:31 am

_Não sou mais bem vindo. Minha recepção seria tão calorosa entre os Garous quanto seria pelo séquito da Devoradora. Entre me explicar mil vezes, dar satisfações infinitas e cumprir o propósito para o qual fui talhado, prefiro a segunda opção.

Ivan começava a não mais conseguir disfarçar sua inquietação - Kierkegaard tocou em feridas que Ivan gostaria manter esquecidas e sepultadas nos recônditos mais profundos de sua alma - se sentia preso em um sádico e caprichoso beco sem saída - punição merecida pelos seus pecados.

Mas as pessoas começavam a reparar em seu estupor, então tentou se acalmar.

_Com ou sem eles estou cumprindo meu dever e honrando seu legado. Na verdade, com eles estaria preso a infinitas maquinações protocolares, e viaja mais rápido quem viaja só. Estou melhor sozinho.

Nem mesmo Ivan acreditava no que dizia. Sabia que esses argumentos eram apenas para manter sua consciência em paz, e não precisar voltar a encarar os Garous nos olhos.
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Narração - Takashi

Mensagem por Narrador em Qua Out 22, 2014 5:45 pm

Takashi assumiu o serviço a cerca de três horas e por estar no inverno e altas horas da noite, o movimento estava fraco demais.

Junto a ele de plantão estava mais dois companheiros.
Um deles em um tom de brincadeira se volta para Takashi.

_Ei Japa, sua irmã esta te procurando. Olha ela lá!

_Pode ir falar com ela, o movimento esta tranquilo. Qualquer coisa eu seguro as pontas...

A mulher de traços orientais olhava para Takashi de forma fixa e apesar do frio, parecia ignora-lo. Takashi não reconhece a mulher, apesar dela possuir um olhar familiar.

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Narração - Ivan [Cervejaria TINKOFF]

Mensagem por Narrador em Qua Out 22, 2014 6:03 pm

_Você deve insistir, tem que ter coragem pra enfrentar. Ninguém pode te acusar de corrompido, mesmo fedendo como um. Ninguém pode te acusar pela exposição que teve com a wyrm.
_Muitos dos nossos primos se vangloriam por combater a wyrm e deixar um rastro de sangue e ódio, mas poucos encaram ela de frente como fazemos.
_Nós somos os vigias de malditos meu jovem e se olhamos a wyrm nos olhos, ela um dia nos olhara. A diferença é que quando ela nos encara nós ficamos e lutamos até o fim, quando todos outros fugiriam de medo.

A conversa se interrompe com um grito ensurdecedor de sua prima e um estilhaçar de uma garrafa de bebida ao se chocar contra a parede.

Ivan perde o contato com seu antigo mestre ao vislumbrar o PUB e notar uma confusão instaurada. Torcedores brigavam entre si. Analisando a situação com mais calma enquanto tentava se abrigar, o garou entende que torcedores revoltados pela derrota de seu time resolveu revidar com violência e dar o troco pela derrota de seu time quebrando todo o bar.

Sua prima estava com o nariz e blusa ensanguentadas, enquanto gritava e se escondia atrás de você.

_Aquele homem ali tentou te bater, e eu me coloquei na frente. Onde você estava com a cabeça Ivan?
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Sahasrara em Qua Out 22, 2014 6:56 pm

Como tudo no universo, obedecendo o conceito de Yin-Yang, a busca pelo caminho da sabedoria aparentemente também apresentava um lado pouco agradável. Por vezes Takashi se sentia um escravo dos próprios pensamentos, especialmente quando forçava fatos rotineiros da vida humana, como o trabalho capitalista, a passar pelo crivo de uma sabedoria ainda tão rasa nele, que era pouco mais que um filhote.

Conjecturava sobre a relação custo x benefício de estar exercendo aquele papel fútil, enquanto podia estar agindo em benefício dos seus. Logo após, fazia o papel de advogado, argumentando para si sobre a importância de estar submerso na sociedade humana e do mínimo de capital para manter-se nela. Já que era lá que a Wyrm e os demônios preferiam agir, quase sempre.

Foi desperto dos devaneios quando ouviu seu apelido sendo chamado por um colega de trabalho. “Até mesmo chamar pelo nome pode significar um estreitamento de laços, uma intimidade indesejada entre esses humanos... Percebem suas fragilidades e tentam manter a distância, quase sempre.” Julgou enquanto se aproximava do colega, descolando as costas da parede e ajeitando o boné.

- Valeu, Rurik! Respondeu sorrindo enquanto tentava achar a pessoa ao olhar para onde foi apontado: “Minha irmã? Aqui?” parecia não acreditar até perceber o que acontecia ali. A mulher era uma asiática e isso sempre bastava para ser confundida como sendo da mesma família. Takashi sorriu mais uma vez, agora divertindo-se com a confusão embora aquela pudesse ser uma situação perigosa.

Mesmo assim,  se aproximou da estranha esfregando as mãos nos braços no intuito de aquecer-se, soprou aquela típica fumaça do frio, e mantendo uma distância segura da mulher, disse: - Boa noite...
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Ivan - Narração [Cervejaria TINKOFF]

Mensagem por Ivan Ilitch em Qua Out 22, 2014 8:57 pm

Por piores que pudessem ser as expectativas mais pessimistas de Ivan quanto ao seu retorno à sociedade Garou, sabia que aquele era o único lugar onde as respostas que procurava podiam ser encontradas, e de onde deveria partir para trilhar o caminho que havia arrogado para si mesmo.

"Kierkegaard não me daria maus conselhos."

_Vamos embora.

Ivan responde à sua prima após pousar os olhos no sangue quente que escorria pelo seu corpo.

_Desculpe-me.

Ivan vai na frente, abrindo caminho entre a carne suada regada a álcool e as almas inflamadas de fanatismo cego e desesperado.

Não podia culpa-los por se entregarem à barbárie e à selvageria, conhecia bem a origem da corrupção que os afligia e sabia que não poderiam, mesmo que quisessem, vencer sua oponente.

_Vou te deixar em casa.

Sentia-se culpado pelo que houve à inocente Liev, mas sabia que seus agressores não passavam de autômatos acéfalos cujas cordas eram puxadas por uma titereira de maestria inigualável.

"É hora... de retornar."
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Sex Out 24, 2014 10:00 pm

Narração - Takashi

A moça olha de forma curiosa para Takashi e sorri por fim, demonstrando que o conhecia bem.

_Você não esta mesmo me reconhecendo Takashi. Deve ser por que sempre me viu na forma lupina, minha forma natural.

_Bem, me apresentarei novamente, prazer, sou Dançarina da Teia, a portadora da Luz da Seita Feridas Abertas ao qual hoje pertence.

A garou dizia em lingua japonesa, a língua nativa do Takashi. Por fim, encerra a apresentação cumprimentando Takashi como um monge faz.

_Acho estranho a forma que você leva a vida meu irmão, mas não questionarei seus métodos de combate a Wyrm. Não duvido de seu julgamento e não me meterei na sua vida!

_O motivo pelo qual estou aqui agora é que devo cumprir uma missão em nome da seita. Um garou da tribo uktena abandou, virou as costas para a nação garou, escolhendo um caminho perigoso para seguir. Devemos encontra-lo e convence-lo a retornar ao seio da amada mãe, e também da-lo um julgamento justo. Este garou fede a wyrm, e se afastou por este motivo; porém sua alma pertence a gaia ainda, mesmo que odores digam o contrário. Vladimir teve sonhos recentes a respeito deste mancebo, e confesso que eu também, e sua realidade futura, não é nada promissora se ele não retornar!
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Sex Out 24, 2014 10:47 pm

Narração - Ivan

Em um desespero súbito do segurança local, dispara um tiro ao alto. Os nervos se afloram e uma correria se inicia.

A multidão rapidamente se dispersa.
Foi a deixa perfeita esperada para uma fuga antes da chegada da polícia, que faria perguntas indesejadas.
Após alguns minutos de caminhada, buscando se afastar do local e de possíveis torcedores, sua prima pede um táxi e mais vinte minutos é perdido até a chegada do mesmo.
Por fim no veículo, Liev quebra o silêncio e dirige a palavra ao primo. Ela parecia estar muito zangada devido a sua entonação.

_Cara, não é a primeira vez que te pego deste modo, pensativo até demais. Esta sua distração poderia te custar a vida primo!
_Esta acontecendo alguma coisa? posso te ajudar em algo?

Com ajuda de um lenço a moça limpa o rosto sujo e usa a maquiagem para esconder o hematoma em sua face. Habilidosamente, a moça atinge o resultado esperado, ficando apenas o inchaço da pancada.
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Ivan - Liev

Mensagem por Ivan Ilitch em Sab Out 25, 2014 12:47 pm

_Um provérbio antigo que diz que... bons nadadores preferem passar mais tempo na água do que na terra.

_Mas homens... foram feitos para viver na terra, não na água. Aqueles que não alcançam essa compreensão estão destinados a morrer afogados.

_Ninguém pode me salvar. Aqueles que tentarem estão condenados a serem tragados para o fundo junto comigo.


As almas dos humanos são tão profundas quanto devem ser.

Mas os corações dos Garous precisam manter a serenidade em águas muito mais profundas e turbulentas.

Seus espíritos oscilam entre as profundezas da violência bestial e primitiva, e as alturas da compreensão do mundo espiritual e onírico.

Nem todos atravessam esse caminho ilesos e incólumes, se perdem em devaneios dúbios e incertos.

Platão dizia que podemos definir algo pelo o que esse algo NÃO é, mas Ivan carregava em seu coração a corrupção que havia prometido combater - sua identidade estava fendida.

A injustiça do mundo se manifestava em sua carne e colocava a prova sua sanidade.

Se os espíritos diabólicos decidissem governa-lo naquele momento, quem poderia impedir que a besta-monstruosa saciasse sua luxúria e lascívia na carne tenra e macia dos seios de sua linda prima Liev? E reclamasse com violência a amizade das suas coxas?

Quem salvaria o taxista de ter sua pele retalhada e a carne separada dos ossos? Seu pescoço cravejado de dentes afiados como navalhas, e seus pulmões asfixiados com o jorrar abundante do sangue?

Ivan havia se tornado o mal que prometera combater.
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Sahasrara em Sab Out 25, 2014 1:22 pm

A grata surpresa faz com que o portador amenize a expressão da face outrora preocupada, agora transbordava simpatia dirigida a todos aqueles de sua tribo. Sorriu de volta, e ao tocar uma das mãos com o punho serrado na outra com a palma aberta, retribuía o cumprimento monge sem pudor.

Sentia uma crescente felicidade por dividir aquele momento com uma Portadora da Luz Interior, e mais ainda ao saber que dividiriam uma missão. Entendia perfeitamente a incompreensão de Dançarina da Teia sobre sua vida humana, já que ele mesmo se perguntava sobre, que diria daquela nascida entre os lobos. Mas uma felicidade como aquela representava um desequilíbrio das coisas, e para se reequilibrarem, seguidamente seria preciso sofrer um grande abalo. Sendo assim, o theurge se conteve, reorganizando o semblante numa serena e indecifrável expressão. Agora refletia sobre os desígnios do Imperador de Jade, trazendo aquela Portador da Luz com uma missão repleta de simbolismos, e cheia de dúvidas sobre a vida humana de Takashi, dúvidas aquelas que ironicamente, responderam as dúvidas do próprio Theurge. Estava maravilhado com aquele momento único: - Fico imensamente feliz pela sua presença, minha irmã. Disse, apresentando ainda uma face neutra: - Desculpe a minha falta de atenção. Preciso estar mais atento para o caso de encontrar... Fitou por cima dos ombros ambos os lados, buscando a certeza de não estarem sendo ouvidos, mesmo embora falassem em japonês: -  ...Um irmão. Sobre essa escolha que fiz para a minha vida humana, fico grato pelo voto de confiança, e tenho certeza que posso fazê-la entender a sabedoria oculta nestes atos à primeira vista tão mundanos, mas não aqui. Na minha casa talvez, degustando um bom chá enquanto discutimos também sobre o simbolismo desta pródiga missão, afinal, não podemos deixar de perceber o que o Imperador de Jade parece querer nos dizer com esta nova incumbência. Sempre julgamos os Uktena à beira do precipício com todos os enigmas que os rondam, e agora, nos aparece um... precisando ser resgatado. Sorriu outra vez, demonstrando a ironia do destino. Nunca havia conhecido um Uktena, e agora era convidado a confirmar o estereótipo da tribo.

Após curta pausa, avaliando as próprias palavras e também a situação, continuou: - Me ocorreu agora um modo de agir com esse Uktena, mas... antes queria saber se temos mais informações dele. Sob que lua nasceu e onde podemos encontra-lo são algumas perguntas importantes para termos uma resposta... então, devo pedir a dispensa do trabalho hoje para seguirmos e planejarmos nossas ações?
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Seg Out 27, 2014 10:17 pm

Liev ouve atentamente o que seu primo dizia, mesmo não entendendo muito bem todo enigma que criara, mas a parte que entende bem, não a torna feliz, pelo contrário, faz ela triste, uma tristeza que tenta esconder, mas não consegue bem.
Ivan queria se afundar sozinho?
Liev beija o ombro de Ivan e abraça protegendo-o, tudo acontece rápido demais para se evitar.
_Não, espere! Eu que vou te proteger desta vez...
_Não quero que faça burrada, e jamais diga este tipo de coisa novamente.
A pobre humana não entendia contra o que Ivan lutava, mas pouco importava a ela. Ficariam bem.
A viagem segue sem os dois trocarem uma só palavra, mas a força que sua parente lhe dava, era algo surpreendente, pouco sentido pelo garou nestes últimos dias. O Uktena finalmente entende o forte pilar que um parente poderia se tornar...
Quando Ivan dá por si, estavam parados em seu destino.
Liev olha para seu primo e pões o dedo na frente de sua boca, como se isso impedisse que falasse. Sorri, solta do veículo.
Gestos mudos do lado de fora, noite fria... Antes que partisse uma leitura labial se faz.
_Confio em você!
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Ivan - Liev

Mensagem por Ivan Ilitch em Ter Out 28, 2014 8:07 am

Ivan conhecia bem aquele movimento aracnídeo de dedos sobre a delicada trama da Telllurian, que permitiam - e concordavam com - esse tipo de erro.

Já havia acontecido no passado: confiar nele. E não culpava sua prima por isso. Garous mais sábios já foram vítimas inocentes da mesma armadilha silenciosa, e pagaram um preço maior do que o que estavam dispostos por isso.

O sentimento de impotência era agonizantemente esmagador. Ivan gostaria, sinceramente, de proteger sua prima, mas não podia proteger nem a si mesmo. Vê-la se afastar sozinha, à mercê das intempéries do destino e abandonada à própria sorte abria fendas profundas em seu coração.

Infeliz o dia em que o destino dos dois foi cruzado, melhor teria sido para ela crescer afastada de todo o horror que corroía lentamente a vida entre os Garous.

* * *

Após deixa-la, pagar o táxi e sair, Ivan caminha lenta e pensativamente pela rua, contemplando e invejando a vida dos mortais, que ignorantes gozam falsas alegrias do baixo de suas compreensões limitadas, inconscientes das monstruosidades fantasmagóricas que espreitam em cada esquina, ansiosas por estender suas garras até eles e arrastá-los para um mundo de gritos inauditos, lágrimas e ranger de dentes...
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Narração - Takashi

Mensagem por Narrador em Ter Out 28, 2014 7:39 pm

Dançarina da Teia estava sempre atenta ao crescimento da weaver, entidade que julga ser a verdadeira inimiga. Mas usar uma roupa trabalhada e bem detalhada, arranjar um emprego, dirigir um veículo, não trazia alguém para próximo da grande aranha e sim atitudes, era algo muito mais complicado e filosófico de se entender.
_Tudo bem, aceitarei o convite para um chá da tarde ou matutino na próxima ocasião. -Diz em um leve sorriso-
_Quanto ao jovem, eu sei onde encontrar!
A garou saca do bolso um item encantado, era identificável facilmente por um conhecedor de rituais como o ritual da pedra caçadora.
Não sei até quando isso pode ser efetivo!

A Pedra gira apontando um ponto o Oeste.
_Vejamos...
A garou dá um peteleco, a pedra torna a girar em seu eixo e apontar para oeste.

Ela sorrir vagamente.

_Não podemos perder tempo, acho que seu patrão não vai entender que esta indo resgatar um primo perdido... Mas seja qual for o método que vai usar para sair desta, não minta!
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Sahasrara em Ter Out 28, 2014 9:07 pm

Só quando a irmã tribal saca a pedra do bolso é que Takashi se dá conta da urgência daquela missão. Provavelmente mais tempo perdido poderia representar para o Uktena uma desgraça irremediável. Arregalou de leve os olhos puxados, movendo-se sutilmente no sentido de fazer uma barreira entre ela e possíveis espectadores, embora soubesse que ela não se arriscaria se não tivesse certeza da segurança.

- Certo... Respondeu ante as novas instruções da garou. Em seguida caminhou para dentro do posto, tempo que usou para pensar numa desculpa sem mentiras, até finalmente estar diante de uma porta que dava para dependências destinadas apenas aos funcionários. No fim do corredor que acessou, bateu noutra porta e após ouvir uma permissão, entrou. Era a sala do chefe.

Já dentro do recinto, retirou o boné do uniforme numa postura humilde, e iniciou seu apelo sem que tivesse atraído totalmente a atenção do patrão, que ainda estava virado para seu computador: - Preciso sair mais cedo hoje. Minha... uma pessoa da família está doente, precisando de ajuda urgente.

O chefe virou-se, finalmente, aparentando uma vontade de perguntar quem era este parente. Porém, o semblante fechado de Takashi e o desconhecimento da cultura daquele funcionário pareciam desencorajar o homem, que permaneceu encarando-o reflexivamente: - Ainda tenho algumas horas extras para receber, e o senhor pode simplesmente descontar destas horas. Finalmente o velho cansado se convenceu de que não estaria sendo passado para trás, liberando takashi com um gesto de mão pouco simpático.

Sem se importar, o Portador da Luz saiu à passos largos, acessando novamente o corredor enquanto se livrava da camisa do uniforme, ficando apenas com uma branca que trazia por baixo. Despediu-se dos colegas com um sutil aceno, à medida que se aproximava de Dançarina da Teia: - - Logo alí tem um ponto de taxi. Vamos... Disse, esfregando novamente os braços.
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Ivan - Lábios de Puta de Neon

Mensagem por Ivan Ilitch em Ter Out 28, 2014 9:31 pm

"Veja bem... eu preciso ir para o inferno."

Ivan repete para si mesmo porque estava... pode-se dizer... com saudades de casa.

Avança entre a neblina fria e úmida da cidade coberta pelas sombras, em direção aos lábios de puta de neon do próximo bar... e entra.



Seus pares, a aristocracia decadente remoendo lembranças do antigo status quo perdido.

Sua era era a era do pseudoconhecimento, o modo pelo qual tentamos tolamente nos diferenciar da maioria medíocre.

Os humanos sentavam-se ao redor de garrafas de suco de uva azedo, falando de toques delicados de groselha-preta, fumaça de carvalho ou de qualquer outro absurdo refinado que Gaia teria usado para enriquecer o seu sabor.

"O ponto... eternamente evasivo."

Ivan pede uma dose da bebida mais forte e mais barata do cardápio, vira o copo, e se põe a murmurar como um velho bêbado e rabugento...

_Foda-se esse mundo de otários pseudo-sofisticados, incapazes de reconhecer as melhores coisas da vida...

_Fodam-se esse otários que transformaram São Petersburgo num shopping proibido para menores, e que a adoram desse jeito... eles estão mortos.

_A vizinhança está morta. A cidade está morta. Até o maldito século está morto.

E conclui seu raciocínio melancólico em pensamento...

"Esse é o ponto eternamente evasivo: aquele que muitas vezes no escapa até a morte."

E volta o copo vazio à boca, na tentativa de recuperar uma gota, que fosse...
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Ivan - Solalethiel

Mensagem por Ivan Ilitch em Qua Out 29, 2014 7:58 pm

Enquanto seu olhar vagava perdido pelo fundo do bar Ivan remoía, com lágrimas nos olhos e o coração na boca, as últimas palavras do seu adversário.

"...rastejar milhares de anos
sobre bicos de agulhas caminhar
lâminas
afiadas



é que o inferno não é como os homens imaginam
o inferno
deseja

deseja

ser destruído
destruído..."
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Sab Nov 01, 2014 5:14 pm

Narração - Takashi

Dançarina-da-teia Assente com a cabeça em afirmação quando Takashi lhe fala sobre o ponto de táxi. Aquela não era a forma mais desejável para uma viagem, mas talvez a mais rápida.

_Os macacos sempre preferindo a maneira mais cômoda.-diz referindo ao fato da escolha de Takashi em um tom irritada-

_Tudo bem, vamos na maldita carroça de metal.


***

A princípio o taxista se negou a passear com dois orientais sem ter destino preciso, imaginou e chegou até a citar sobre eles fazerem parte de Yakuzas, esta foi de fato a parte mais engraçada da conversa.

Takashi convence o homem que aceita a contra gosto que se tratava de um turismo apenas.

Dançarina da Teia não fala Russo, por isso se manteve em silêncio neste instante, preferindo que Takashi barganhasse com o macaco.

Ela se posiciona atrás do motorista em um ponto cego ao mesmo e vez ou outra conferia a pedra presa ao pêndulo para indicar a direção.

Ao que tudo indica estavam próximos ou passaram do lugar, pois em um dado momento a pedra que apontava para Oeste, voltou-se por completo para sudoeste.

Dançarina da Teia se vira para Takashi no mesmo instante. Seu olhar disse tudo, deveriam descer!

***

Após acertar o pagamento ao motorista a dupla de garous segue por quase cem metros por uma rua escura.

_Aqui, ele esta aqui!

A garou saca de seu bolso uma foto recém tirada de Ivan

Fazendo uma mudança em sua voz, era notado o polmo de adão avantajado da mesma. Uma forma de conseguir conversar em dialeto garou com o desconhecido uktena.

Dançarina da teia cobre a metamorfose com um cachecol.

_Vamos adiante, e com cuidado.
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Sab Nov 01, 2014 5:39 pm

Narração - Ivan

A princípio, ao buscar conselho ou a voz de Salalethiel, Ivan se vê perdido. Ele era um bom conselheiro, louco, mas um bom conselheiro.

E decide aconselhar Ivan a ruína, parando de subito de falar a mente e se fazer virar para porta de entrada.

"Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui Eles estão aqui."

Dizia a voz em sua mente de forma perturbadora e quase enlouquecedora.

"Lembra quando te disse que eles viriam. Lembra?"

"Se estivesse me escutado, se permitisse que te possuísse isso não aconteceria"

"Você vai ser meu pra sempre, somos amigos lembra? E amigos, protegem uns aos outros!


Por um breve momento Ivan sente o tocar da criatura ao qual tanto tentava evitar bem próximo de si, mas desta vez ela recebe a melhor. Possuindo-o!

Ele vira de vez a garrafa de bebida a frente e se levanta.

Solalethiel(Ivan) sabe exatamente que os dois garous orientais estão a seu encalço.

Eles são inimigos...

[OFF]Interprete o ancestral insano ou gaste um ponto de FV para impedir que ele se apodere de seu corpo de vez.

Na sua cabeça Takashi e Dançarina da Teia são inimigos.
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Re: São Petersburgo - Centro da Cidade

Mensagem por Narrador em Sab Nov 01, 2014 6:06 pm

Dançarina da teia - Takashi - Ivan

A garou se aproxima de "Ivan" sem notar o mal palpável que lhe possuíra, o antigo avatar de um mago negro que foi aprisionado por anos nestas terras, e liberto por Ivan em um súbito desejo de poder. Uma curiosidade que lhe rendeu a ruína.

Dançarina foi cautelosa e parou a cerca de três metros do uktena. Analisando os movimentos da garou, Takashi nota algo de errado. Toda estrutura da cintura para baixo de Dançarina da teia tendia a mandar o golpe "chute tornado" do Kailindô.

O motivo era desconhecido por ele.
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Solalethiel - Takashi

Mensagem por Ivan Ilitch em Sab Nov 01, 2014 6:56 pm

Ivan observa os dois Garous parados à sua frente, e permanece calmo e imóvel como os predadores prestes a atacar..

Sua postura empresta ao ambiente a confiança de quem conheçe os caminhos tortuosos e torvelinhos para fora dos 9 círculos do inferno.

Seu sorriso transparece a serenidade de quem já viu os séculos escorrerem como grãos pelos vidros da ampulheta.

Ivan olha nos olhos de Takashi e projeta sua voz na mente de Takashi e de Dançarina-da-Teia, para comungar com os pensamentos dos jovens.

A voz soa como o arranhar de finas garras em uma lousa...

"_Sou o líder dos perdidos, governante das ruínas.

_Lidero os espíritos que amo para fora da desolação do século vinte.

_Não ouço súplicas por liberdade.

_São luxos.

_Não acredito em luxos.

_A guerra escorraçou os luxos.

_A guerra escorraçou a liberdade.

_A única liberdade que resta é a de passar FOME.

_A liberdade de morrer.

_Devo conceder tal liberdade?"


Sahasrara e Dançarina-da-Teia percebem que os olhos da criatura queimam como o brilho de mil sóis enquanto fala.



"_O pecado faz o mundo girar.

_Vocês não podem ser tão imutáveis, tão puros, como se suas almas estivessem embrulhadas num saco plástico durante todo o tempo.

_Vocês tem que ser ambos, Deus e o Diabo.

_Ser da Wyrm significa estar exatamente no meio da confusão, e não defender-se dela.

_Isto também é sagrado.

_Os de Gaia pagam aos Garous para serem "bons", saberem comportar-se em público, manter distância de certos tipos de mulheres.

_Mas ninguém paga os da Wyrm para que sejam bons, comportarem-se e agir respeitosamente.

_Os da Wyrm apenas agem de acordo com eles mesmos.

_Foi-lhes dada a liberdade - a liberdade de uma árvore ou de um pássaro.

_Esta liberdade pode ser bela ou feia; não importa muito."


Enquanto Ivan fala, o tempo psicológico parece suspenso, pode ter sido tanto uma conversa de 10 minutos quanto uma de 10 horas.

"_SABEMOS QUE A LEI É DE GAIA; MAS SOU CARNAL, VENDIDO COMO ESCRAVO AO PECADO

_NÃO PRATICO O QUE QUERO, MAS FAÇO O QUE DETESTO

_SE FAÇO O QUE NÃO QUERO RECONHEÇO QUE A LEI É BOA

_NÃO SOU MAIS EU QUE PRATICO A AÇÃO MAS O PECADO QUE HABITA EM MIM

_SEI QUE O BEM NÃO MORA EM MIM, NA MINHA CARNE

_QUERER O BEM ESTÁ AO MEU ALCANCE, NÃO PORÉM O PRATICÁ-LO

_NÃO FAÇO O BEM QUE QUERO, MAS PRATICO O MAL QUE NÃO QUERO

_SE FAÇO O QUE NÃO QUERO, JÁ NÃO SOU EU QUE ESTOU AGINDO, MAS O PECADO QUE HABITA EM MIM

_SOU A VÍTIMA DO PECADO, NÃO O PECADOR"
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